A precariedade enfrentada pelos fiscais municipais de Santa Rita ganhou mais um capítulo simbólico e preocupante. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra servidores empurrando um carro oficial da prefeitura após o veículo apresentar falha mecânica durante o serviço. A cena expõe, de forma literal, a fragilidade da estrutura oferecida ao setor responsável por parte significativa da arrecadação do município.
Estrutura sucateada e improviso constante
O episódio reforça um cenário já considerado crítico pelos próprios servidores. Atualmente, a secretaria dispõe de apenas um veículo leve para atender toda a demanda, automóvel que ainda é compartilhado com o setor administrativo e que frequentemente passa por manutenção.
Sem veículos adequados — especialmente com tração 4×4 —, fiscais relatam dificuldades para acessar áreas mais afastadas, problema que se agrava durante o período chuvoso. A limitação logística reduz o alcance das ações e compromete a eficiência da fiscalização.
Ambiente de trabalho sem condições básicas
A precariedade também atinge o ambiente interno. Há mais de um ano, os fiscais trabalham em uma sala sem climatização, sendo obrigados a levar ventiladores próprios para suportar o calor. O mobiliário está deteriorado, com cadeiras danificadas e estruturas consideradas inadequadas para a rotina administrativa.

Falta de materiais impede atuação plena
Além da estrutura física, faltam insumos básicos para a atividade em campo. Entre os itens indisponíveis estão:
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materiais de escritório e trenas;
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talões de notificação e autos de infração;
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fardamento e crachás de identificação oficial.
A ausência desses recursos dificulta a formalização de notificações e compromete a segurança dos profissionais durante as abordagens.
Salários congelados há mais de uma década
O quadro de precarização se completa com a desvalorização salarial. Os fiscais de Santa Rita têm a menor remuneração da região metropolitana e acumulam mais de dez anos sem reajuste ou correção inflacionária.
O flagrante do carro sendo empurrado tornou-se um retrato simbólico da realidade enfrentada pela fiscalização municipal e reacendeu a cobrança por providências urgentes da gestão para garantir condições mínimas de trabalho a um setor estratégico para as finanças da cidade.
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