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João Azevêdo e o ‘seguro-vitória’

A oposição — e até alguns aliados, nos bastidores — alimenta a tese de que o governador João Azevêdo não terá vida fácil após deixar o governo em abril. A aposta é que alguns prefeitos abandonariam sua candidatura ao Senado.

O motivo, dizem, não seria a falta de obras ou de parcerias nos municípios, mas a ausência do chamado “afago” político — algo valorizado por gestores carentes de atenção e, muitas vezes, de ego inflado. O estilo de João, contudo, sempre foi outro, mais técnico e menos personalista.

Mesmo assim, ao deixar o governo, João já teria garantido o seu “seguro-vitória”: um cenário político que assegura o empenho absoluto e irrestrito de Lucas Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro e Hugo Motta em sua eleição para o Senado.

A lógica é simples. Em caso de derrota, no dia seguinte João poderia acusar traição e declarar apoio a Cícero Lucena no segundo turno. Afinal, a única certeza de uma eleição com três candidaturas competitivas é que ela será decidida em dois rounds — e de forma apertada.

Um cenário em que João Azevêdo saia derrotado, denunciando traições internas, seria devastador para a candidatura de Lucas Ribeiro, que teria forte potencial de definir o resultado final da disputa.

Uma hecatombe política para marcar a história da Paraíba.

Eis, portanto, o seguro-vitória de João Azevêdo…

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