Em um país marcado por obras públicas que se arrastam por anos — quando não acabam abandonadas —, a construção da ponte que ligará os municípios de Cabedelo, Lucena e Santa Rita já pode ser considerada um ponto fora da curva. Mais do que um grande empreendimento de infraestrutura, a chamada “ponte do futuro” caminha para entrar na história por dois motivos distintos: pela grandiosidade do projeto e, sobretudo, pelo respeito ao cronograma estabelecido.
Executada em ritmo acelerado, a obra tem inauguração prevista para 2026 e vem surpreendendo até os mais céticos. A promessa, tantas vezes repetida em palanques e raramente cumprida, desta vez parece se transformar em realidade concreta. A cada nova etapa concluída, reforça-se a percepção de que o projeto não ficará apenas no discurso.
A evolução dos trabalhos tem sido amplamente acompanhada pela imprensa e pelas redes sociais. Vídeos e registros feitos por moradores e veículos de comunicação mostram o avanço contínuo da estrutura, evidenciando que o canteiro de obras não está parado e que as etapas vêm sendo cumpridas dentro do prazo. Esse acompanhamento público tem sido fundamental para consolidar a confiança da população.
Mais do que ligar cidades, a ponte representa um novo eixo de desenvolvimento para a Região Metropolitana de João Pessoa, com impactos diretos na mobilidade urbana, no turismo, na logística e na economia local. Cabedelo, Lucena e Santa Rita passam a integrar-se de forma mais eficiente, encurtando distâncias e criando novas oportunidades de crescimento.
Que a ponte do futuro sirva, também, como exemplo para os próximos gestores públicos. Que obras emblemáticas não avancem mais a passos de tartaruga e que exceções — como a ainda inconclusa triplicação da BR-230 — deixem de simbolizar a incapacidade histórica de planejamento e execução no país. Cumprir prazos não deveria ser motivo de espanto, mas regra. Neste caso, felizmente, tornou-se um marco positivo.
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