Diante das últimas movimentações do tabuleiro político, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, talvez esteja se perguntando o que, de fato, ganhou até agora — em termos de base eleitoral e alianças estratégicas — ao deixar o PP e se lançar nos braços da oposição.
Primeiro, Pedro Cunha Lima, apontado por muitos como um possível “vice de ouro”, anunciou que não disputará nenhum cargo em 2026. Em seguida, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, reafirmou apoio à pré-candidatura do senador Efraim Filho ao Governo do Estado.
Se antes a oposição batia cabeça para encontrar um nome competitivo, hoje tem Cícero, líder nas pesquisas, com índices superiores a 35%. Ainda assim, o cenário não se traduziu em unidade política.
Do outro lado, se antes era o governo quem enfrentava dificuldades para consolidar a unidade em torno de Lucas Ribeiro, agora é a oposição que demonstra sinais claros de fragmentação.
Se Cícero decidiu deixar o PP para disputar o governo a qualquer custo, independentemente dos aliados, trata-se de uma escolha legítima. Contudo, se essa decisão foi motivada pelo canto da sereia do ex-senador Cássio Cunha Lima, o movimento pode se revelar mais problemático do que estratégico.
Porque, a preço de hoje, Cícero não conta com Romero ou Pedro na chapa. Muito menos Bruno Cunha Lima no palanque.
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